Quão aleatórios são os resultados dos eventos desportivos? Quantas vezes as nossas mentes falham a antecipar a aleatoriedade do dia a dia? Como é que ao compreender o papel que a aleatoriedade toma nos eventos desportivos nos ajuda a melhorar os resultados das nossas apostas?

Uma introdução à Aleatoriedade

A aleatoriedade faz parte do mundo das apostas online desportivas, e frequentemente tem um papel mais relevante do que aquele que estamos dispostos a aceitar. Isto não quer dizer que ter lucro em apostas seja apenas um produto da sorte; Como-Lidar-com-a-Aleatoriedadecomo exemplo, temos pessoas que são rentáveis ao apostar em eventos desportivos e fazem disso o seu ganha pão. No entanto, independentemente de quão bom seja a fazer apostas, existirá sempre aquela maré de azar. Períodos com 200 apostas sem lucro ou com algum prejuízo são, infelizmente, mais comuns do que pensa. Quando algo assim atinge um bom apostador (ou vice-versa: quando um mau apostador tem um bom período de apostas) é óbvio que aqui existe um factor de aleatoriedade. Mas porque é que nos é tão complicado lidar com essa aleatoriedade?

Por natureza, tentamos encontrar padrões

A razão principal é que o nosso cérebro não foi construido para compreender processos aleatórios e erráticos. Por natureza, tentamos encontrar padrões em todos os conjuntos de dados que temos. Muitos séculos antes de termos estabelecido algo como o método científico, conseguimos correlacionar que nuvens escuras no horizonte significam que as roupas estendidas na rua vão molhar-se, se não as recolhermos a tempo. Como crianças, compreendemos rapidamente que se atirarmos uma pedra de cada vez que discordamos com a opinião de um amigo, isso muito rapidamente se transforma em solidão e ausência de amizades. Ao processar dados, tentamos automaticamente derivar alguma correlação ou entender melhor o que aí se passa. Serve também para aperfeiçoar técnicas de apostas baseadas na aleatoriedade.

Porque é que as pessoas são supersticiosas?

Às vezes este nosso comportamento tem consequências divertidas. Podemos por vezes encontrar padrões onde não há nada para ser encontrado, e é isto que faz com que muitas pessoas sejam supersticiosas. Racionalmente, não faz sentido nenhum assumir que o seu comportamento pessoal irá de alguma forma afectar, por exemplo, a maneira de jogar da sua equipa. No entanto, é muito comum ver-se fãs de futebol a dizer que não vai usar o seu cachecol favorito hoje porque “Quando o uso, a minha equipa perde”. Soa-lhe familiar? O caso aqui é que este fã provavelmente utilizou este cachecol duas vezes quando a sua equipa perdeu, de uma forma relativamente inesperada, dois jogos em casa. Para algumas pessoas, apenas um acontecimento desfavorável pode ser suficiente para ganhar uma superstição!

Associado a superstições, temos algo que pode ser livremente traduzido do Inglês confirmation bias como preconceito de confirmação. Assim que achamos termos estabelecido um certo padrão, só tendemos a reconhecer indicadores e sinais que fundamentem esse padrão, bem como a ignorar sinais e pistas que nos digam que esse padrão está errado. Pode ser surpreendentemente difícil mudar de opinião uma vez que estejamos convencidos do mecanismo de um dado processo.

Padrão? Não há nenhum padrão!

A aleatoriedade é um problema tão grande que muitas vezes mascara a realidade de que, por vezes, não há nenhum padrão para ser encontrado ou estabelecido. Isto limita gravemente a nossa intuição, pois não conseguimos assimilar que há processos que pura e simplesmente não conseguimos prever na totalidade. Intutivamente, estamos presos a um mundo determinístico, num universo perfeitamente previsível e compreensível. Claro que, fora das nossas mentes, um lugar desses não existe. A nossa impotência perante a ausência de padrões é visível em imensos aspectos da vida. Por exemplo, tendemos a acreditar em Cartomância e no Tarot, bem como que a posição de Júpiter de alguma forma afecta o nosso bem estar. Quando o nosso médico nos diz que temos alguma doença grave, tentamos procurar razões para tal e um culpado para apontar o dedo.

Analogamente, não compreendemos desastres naturais e a aleatoriedade com que matam tanto boas pessoas como más pessoas. E não se surpreenda se, mesmo que viva saudável e faça uma alimentação equilibrada, terá sempre aquele tio aborrecido que passa a vida a fumar e a beber e que aparentemente viverá mais tempo e será mais saudável. Claro que beber muito e fumar são bastante nocivos para a saúde, mas os efeitos aleatórios sobre os quais não tem nenhum controlo podem ter influência neste tipo de situações.

Como é que sabe se é realmente um vencedor?

Voltando ao assunto das apostas, o maior problema é o facto de que os eventos aleatórios possam ser bastante semelhantes a eventos não-aleatórios. Por vezes é complicado perceber se realmente teve sorte, ou é um vencedor nato – e isto torna-se mais difícil com quanto mais apostas faz. Mais dificil paar verificar se tem a mentalidade vencedora nas apostas.

A melhor maneira de lidar com aleatoriedade e determinar se é realmente um vencedor, é registar todas as suas apostas e os resultados que daí advieram, bem como as circunstâncias especiais a cada evento no qual apostou. Só assim, e com uma amostra suficientemente grande, poderá saber se é realmente um vencedor ou não.